Cada vez mais, dou por mim, a optar por excluir alimentos de origem animal da minha dieta. Ainda não me consigo assumir como vegetariana, mas para lá caminho. Ando a avaliar algumas questões e a tomar decisões com muita calma. Principalmente porque não sou a única pessoa que será afetada por essa escolha (tenho o meu marido e dois filhos em casa). Neste momento não nego carne escura aos meus filhos, não compro para cozinhar em casa e por isso não faz parte do dia-a-dia da nossa alimentação. Para eles é sempre uma festa quando jantamos fora e podem escolher essa opção do menu.
Aprendi a seguir o meu instinto e a não ligar muito ao que as outras pessoas me dizem. As pessoas têm sempre a tendência de se meter muito na vida dos outros e, como estar de fora a criticar é uma posição super confortável, lá mandam as suas postas de pescada sobre como nos devemos cuidar. Eu sou da opinião que podemos, claro, ouvir opiniões (se estas forem construtivas), mas devemos sempre seguir o nosso instinto.
Isto para vos dizer que já ouvi muitas opiniões, das mais inteligentes às mais palermas e continuo com muitas questões.
Percebo que possa ser mais saudável uma alimentação vegetariana porque se eliminarmos os alimentos de origem animal consumimos imediatamente menos gorduras saturadas. Que somos mais amigos do ambiente e eticamente mais responsáveis.
Depois há questões como os alimentos que devemos consumir para substituir a proteína animal: Ervilhas, feijões, lentilhas, nozes, soja, cereais integrais… E lá está… Será que essa mudança funciona connosco? Não estou a dizer que não, fico só apreensiva porque muitas destas opções me fazem “mal”.
Depois há a questão da vitamina B12, que um vegetariano total pelo que percebo, tem de ir encontrar em suplementos. Isto para não pensarmos no cálcio (super importante para as mulheres) que temos de compensar, no ferro e no zinco, nos ácidos gordos e ómega 3…
Parece-me que quem come ovos e laticínios está safo, mas então isso não é ser vegetariano “a sério”…
Enfim, ainda é tudo um pouco duvidoso para mim para eu entrar assim de cabeça com uma família com crianças atrás.
Hoje fiz mil análises para levar à minha nutricionista, para avaliarmos o que eu posso e não posso comer. Passo muitas vezes mal do estômago, dos intestinos etc… e quero perceber qual a melhor alimentação para mim. Muitas vezes alimentos que temos como saudáveis, não nos fazem bem a nós.
Provavelmente vou ter de passar por uma fase de eliminação de 4 a 8 semanas de alimentos ricos em FODMAP (Oligo-Di-Monossacarídeos e Polióis Fermentáveis). Há toda uma lista infindável de alimentos que não me fazem propriamente bem e que após este período de eliminação, não terei de deixar de comer, mas terei de o fazer de forma moderada. Alimentos como a batata-doce, a beterraba, ervilhas, cogumelos frescos, couve-flor, lentilhas, espargos, milho-doce, abacate, manga, maçã, couscous… e eu a julgar que andava a comer tão bem… Pois é! Eu vou tentar ser seguida por uma profissional em quem confio e ver os resultados. Já os meus filhos, por enquanto, vão continuar a comer muitos destes alimentos.
E isto tudo fez-me pensar que muitas pessoas dizem que são vegetarianas, mas podiam ser um bocadinho mais precisas… Ora vejamos:
Existem vegetarianos parciais, ou seja, pessoas que não comem carnes vermelhas, mas comem peixe e consideram as carnes brancas (penso que eu, de momento, esteja nesta categoria).
Depois existem os Ovolactovegetarianos, que não comem nenhum tipo de carne nem peixe, mas continuam a comer ovos e laticínios.
Os Lactovegetarianos não comem carne, peixe ou ovos, mas admitem leite e derivados.
Os Ovo-vegetarianos não comem carne nem peixe e não consomem laticínios, mas consomem ovos.
Os vegetarianos totais ou vegan não consomem qualquer produto de origem animal (nem sequer gelatina).
Ainda existem os Crudívoros que além da exclusão dos alimentos de origem animal, não consomem alimentos cozinhados. Acreditam que a confeção dos alimentos retira nutrientes importantes.
Por fim, existem os Frugívoros que só comem frutas e sementes e também não cozinham os alimentos
E pronto, é isto. Agora é esperar o resultado das milhentas análises e ver o que a minha nutricionista me diz. Mas desde que não me tire o vinho tinto, continuamos amigas… 🙂



Ainda não há comentários. Seja o primeiro a deixar um.